Publicações

A Utilização do Laser de Baixa Potência de 830nm e 685nm no Tratamento de Úlceras Venosas: Relato de Caso

14 de Agosto de 2008

Monteiro Neto LF, Cirillo FP, Sauro EE, Ribeiro AF, Semençato Jr AH, Laranjeira MCB, Vale RR.

Resumo

Avaliação de dosimetria em úlceras varicosas de membros inferiores, através de estudo piloto realizado com lasers de GaAs 685 nm e 830 nm.

Introdução

Os efeitos do laser através da bioestimulação tecidual têm sido descritos por diversos autores. Allendorf et al (2001) recomendam o tratamento com laser visível para feridas e úlceras tróficas, na promoção da cicatrização, considerando que os comprimentos de onda do mesmo apresentam melhores respostas. Com o aparecimento dos lasers de diodo de baixo custo, comprimentos de onda no infravermelho próximo têm sido utilizados no reparo tecidual (Almeida Lopes, 1998). Dos efeitos terapêuticos proporcionados pela radiação a laser de baixa intensidade, a bioestimulação tecidual é a que mais se destaca. Diferentes densidades de energia têm sido utilizadas no processo de bioestimulação tecidual (Al-Watban et al, (2001). O objetivo deste trabalho é descrever os resultados obtidos, enfocando o tratamento da área da lesão, bem como os principais vasos associados.

Casuística e Métodos

O presente trabalho foi desenvolvido nas Faculdades Salesianas de Lins. Realizou-se como estudo piloto a avaliação da dosimetria proposta no tratamento das úlceras venosas. O paciente do sexo feminino, 65 anos, foi encaminhado ao ambulatório de fisioterapia apresentando úlcera de perna em duas regiões, no terço médio de perna direita e região perimaleolar medial do tornozelo direito, há mais de 2 anos, sem evolução clínica da mesma. A bioestimulação laser foi realizada três vezes por semana em dias alternados, cada atendimento com duração média de trinta minutos. Determinou-se para a aplicação do laser de 830 nm, área ao redor da úlcera, aplicados de 1cm e 1cm de distância entre os pontos, na borda da lesão com duração de 12 segundos por ponto. Técnica pontual sem contato e no trajeto venoso intrínseco à lesão. Irradiou-se também a área interna da úlcera com laser de 685 nm, de 1cm e 1cm até cobrir toda a extensão da lesão com duração de 33 segundos por ponto. A fluência utilizada em ambos os comprimentos de onda foi de 40J/cm2 e a irradiância de 50mW no de 830 nm e 35mW no de 685 nm. Foi utilizado uma iunidade de Laser com emissão contínua e pulsada nos comprimentos de onda 685 nm (InGaAIP), 50mW de potência de saída, e comprimento de onda de 830 nm (GaAIAs), 300mW fabricado pela DMC Equipamentos Ltda., São Paulo.

Resultados

Os resultados obtidos no tratamento foram baseados na qualidade do processo de reparação e no tamanho da úlcera venosa, ambas as lesões apresentaram diminuição da área ulcerosa. A paciente apresentava história de úlcera venosa desde a idade de 30 anos, localizadas respectivamente na face medial da perna a de maior extensão, e na face medial da região perimaleolar.

Conclusão

Após a obtenção dos resultados supradecritos, observa-se que a área da lesão irradiada com os parâmetros utilizados no presente trabalho, evidenciaram respostas significativas no processo de reparação tecidual, demonstrando em uma das lesões , evolução no processo de cicatrização que apresentou-se completa.

NOTA: Este artigo foi publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Laser em 2002 - Vol 2 - No. 7

NORMAS PARA PUBLICAÇÕES

14 de Agosto de 2008

INSTRUÇÕES AOS AUTORES

INTRODUÇÃO

O Jornal Brasileiro de Laser é o sucessor da Revista da Sociedade Brasileira de Laser. É uma publicação trimestral, direcionada aos profissionais médicos, odontólogos, fisioterapeutas, enfermagem e outros que utilizam a TECNOLOGIA do LASER em suas atividades. O Jornal aceita artigos nacionais e internacionais em português, inglês e espanhol. O objetivo deste jornal é a publicação de conteúdos de comprovada qualidade e rigor científico, oriundos de pesquisa original, tanto na área básica quanto na área clínica. Os requisitos para submissão dos manuscritos deverão estar em acordo com “International Committee of Medical Journal Editors” (ICMJE) ou web site www.icmje.org.

ENVIO DO MANUSCRITO

Os artigos poderão ser encaminhados à secretaria da SBLMC pelo correio à Av Brigadeiro Luiz Antônio , 278 - 4o. andar - CEP 01318-901 - São Paulo - SP. Fone: 3242-9636 ou 3242-0235 , em folhas de papel branco (tamanho A 4) , iniciando cada seção em uma página nova: página de rosto; resumo e palavras-chave em português e inglês; texto; agradecimentos; referências bibliográficas; tabelas individuais e legendas das figuras, em duas cópias impressas e em mídia digital (CD/Zip), ou mesmo por meio eletrônico para o endereço sblmc@uol.com.br. Todos os trabalhos, inclusive os enviados eletronicamente, deverão estar acompanhados de carta, assinada por todos os autores, contendo a Declaração Individual de Conflito de Interesses (se estiver no site, dar o link). O material será encaminhado ao Corpo Editorial para análise do mérito científico do artigo. Após o recebimento, este será submetido a três revisores, indicados pelo(a) editor(a) responsável. Após a revisão, será comunicado da aceitação do artigo já para publicação, ou da necessidade de realizar as alterações sugeridas pelos revisores. No caso de alterações no texto original, o autor deverá retorná-lo com as modificações solicitadas, e em determinados casos justificar claramente se algumas das solicitações não forem atendidas. Somente depois da aprovação pelo Conselho Editorial, entrará em pauta para publicação.

Uma vez aprovado para publicação, o material passa a ser de domínio do Jornal Brasileiro de Laser e da SBLMC, só podendo ser reproduzido total ou parcialmente com a anuência dessas entidades.

O MANUSCRITO

Os artigos devem ser digitados em espaço 1,5 linha, utilizando o processador de texto Microsoft Word e a fonte (letra) Times New Roman, tamanho da fonte 12. As siglas devem aparecer por extenso, quando citadas pela primeira vez, seguidas da sigla entre parênteses.

Importante: As imagens devem ter boa resolução, mínimo de 300 dpi, e serem gravadas em extensões “JPG” ou “TIF“. Se anexar fotos/imagens no arquivo em Word ou Power Point, é imperativo que envie também as imagens em separado e no verso o nome e o número correspondente (ex. Figura 1, Figura 2A, etc), bem como o título do trabalho. Os gráficos devem ser feitos em Excel (não enviar em formato de imagem) e acompanhados das tabelas com os dados que o geraram.

Página Título

Nesta seção devem constar: 1) o título do trabalho em português e em inglês que, deverá ser conciso, mas informativo. O título em português deverá conter, no máximo, 320 toques; 2) nomes completos dos autores; 3) as respectivas titulações, abaixo; 4) o nome da instituição onde foi desenvolvido o trabalho; 5) endereço completo, telefone, e-mail do autor principal para envio de correspondência; 6) fontes de fomento na forma de financiamento, equipamentos, drogas; 7) conflito de interesse de cada autor.

Página de Resumo (Português (máximo 250 palavras) e Inglês) e Descritores (Keywords)

Nesta seção o resumo e o abstract dos artigos originais, devem ser estruturados como se segue: objetivos, materiais (ou casuística) e métodos, resultados, discussão e conclusões. Esses textos (português e inglês) devem ter no máximo 300 palavras para cada texto em cada idioma. Para relatos de caso (case report), comunicado e revisão de literatura, não há necessidade de serem estruturados da forma descrita acima.

Na mesma página do Resumo, citar pelo menos três palavras ou expressões chave para o índice do Jornal. Empregar descritores integrantes da lista de “Descritores em Ciências da Saúde”, elaborada pela BIREME e disponível nas bibliotecas médicas ou na Internet (http://decs.bvs.br).

Preparo do Artigo

Deve ser estruturado de acordo com a categoria do trabalho.

Tabelas

As tabelas (cada tabela apresentada em uma folha separada) deverão ser numeradas em algarismos arábicos a ordem de aparecimento no texto, com título ou legenda explicativa se necessário.

Figuras

As figuras deverão ser numeradas em algarismos arábicos na ordem de aparecimento no texto, e terão sempre uma legenda explicativa do conteúdo. Todas as legendas deverão ser listadas na mesma página, no final do artigo.

Agradecimentos

Reconhecem o trabalho de pessoas que tenham colaborado intelectualmente, mas cuja contribuição não justifica co-autoria, ou de pessoas que tenham dado apoio material.

Referências

Todos os autores e trabalhos citados no texto devem constar na lista de referências, e vice-versa. O critério utilizado será segundo Vancouver. Enumerar as referências por ordem de aparecimento no texto, com no máximo 30 citações. As referências mais relevantes para cada afirmação devem ser selecionadas, dando preferência para os trabalhos mais recentes (últimos cinco anos). Os autores são responsáveis pela exatidão dos dados constantes das referências bibliográficas.

Os exemplos a seguir demonstram o estilo apropriado de apresentação de referências:

Artigos de Revistas: sobrenome e iniciais do(s) autor(es), ano, título do trabalho, revista onde foi publicado, volume, páginas, sendo que não deve ser utilizado et al. Exemplo: Enwemeka, C.S., Parker, P.C., Dowdy, D.S., Harkness, E.E., Sandford, L.D., Woodruff, L.D. (2004). The Effect of Laser Phototherapy on Tissue Repair and Pain Control: Metanalysis of the Literature. Photomedicine and Laser Surgery. 22, 323-329.

Suplemento de Revistas: sobrenome e iniciais do(s) autor(es), ano, título, revista, volume, suplemento entre parênteses, página. Exemplo: Fog A.B. (2000): Glomerular Abnormal a. Glomerular Growth, and Progression of Renal Diseases. Kidney Int. 57(suppl. 75): S15-S21.

Livros: sobrenome e iniciais do(s) autor(es), ano, título e subtítulo: edição, cidade, editora, volume, páginas. Exemplo: Simunovic, Z. (2000). Lasers in Medicine and Dentis-try. Basic Science and Up-to-Date Clinical Application of Low-Energy Level Laser Therapy, Laser Therapy. Laxx-us. Freinbach, Switzerland. Outro exemplo: Lameire N., Metha R.L. (editors) (2000). Complications of Dialysis, New York, Marcel Dekker, Inc., pp. 875-877.

Capítulos de Livros: sobrenome e iniciais do(s) autor(es), ano, título do artigo, capítulo, título do livro,volume, editor, edição, cidade, editora, ano, páginas. Exemplo: Haynes BF, Fauci AS. (2006) Introdução ao Sistema Imune. In: Kasper DL, Braunwald E, Fauci AS, Hauser SL, Longo DL, Jameson JL, editores. Harrison Medicina Interna. 16a. ed. Rio de Janeiro (RJ), McGraw-Hill; p. 2001-25. Outro exemplo: Weidner N Bruckalew VM Jr. (1989) Sickle cell trait, and polycythemic state, in Renal Pathology (vol 2), edited by Tischer CC, Brenner BM, Philadelphia, JB Lippincott Company, pp 1417-1436.

Corpo Editorial

Jornal Brasileiro de Laser

O Laser de Baixa Potência, pode prevenir a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SRIS), pós Circulação Extra Corpórea (CEC), em pacientes submetidos à Cirurgia Cardíaca?

6 de Fevereiro de 2008

 

 

 

*Baptista I.M.C.; *Rigau J.; **Chavantes M.C.; ** Stolf N. A.G.; **Dallan L.A.O.; **Oliveira A.S.; *IP&D-Univap; **Central Medica de Laser Incor daDivisão Cirúrgica do Instituto do Coração -HC/FMUSP - BRASIL.

 

 

FIGURA 1

Introdução: Complicações pós-operatórias têm prevalência em indivíduos que possuem fatores de risco intrínsecos como, Diabetes, Hipertensão Arterial Sistêmica, Tabagismo, Obesidade, Dislipidemia. Estes fatores dificultam o processo de cicatrização, que aliado a fatores de risco cirúrgicos, como por exemplo, a circulação extra-corpórea (CEC), podem aumentar este risco devido a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS). A literatura sinaliza que os pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, com uso de CEC, podem desenvolver a SRIS de graus variáveis, produzindo lesões orgânicas, que elevam a morbidade pós-operatória e interfere diretamente na reparação tecidual.
Objetivo:
Nosso interesse neste estudo foi avaliar se o Laser de Baixa Potência (LBP) poderia prevenir complicações pós-operatórias em decorrência da SRIS em pacientes submetidos à CEC.
Metodologia:
Foram analisados 28 pacientes pós cirurgias cardíacas, submetidos à CEC e portadores de fatores de risco intrínsecos, divididos em dois grupos: Grupo Controle (A) - submetido à conduta terapêutica convencional pós-cirurgia (PO) e Grupo Laser (B) – além de mantido a conduta terapêutica usual do PO foram submetidos à irradiação com laser de baixa potência. O laser empregado foi um Diodo - CW, semicondutor, comprimento de onda, 655nm, com uma fluência de 8J/cm², aplicado ao redor da incisão cirúrgica, a partir das 1ªs 12hs de pós-operatório (PO), 3º PO e 6º PO. Na amostra estudada os Grupos eram semelhantes e estatisticamente homogêneos, não tiveram significância estatística para as variáveis; tempo de CEC e tempo de cirurgia.
Resultados: Pudemos constatar que, 4 pacientes (28,0%), do Grupo A evoluíram com deiscência incisional e infecção profunda (inclusive, estes desenvolveram mediastinite e osteomielite), e apenas 1 paciente (7%), do Grupo B evoluiu com infecção superficial.
Conclusão: O uso da laserterapia (LBP) mostrou ser um tratamento eficaz na prevenção de complicações pós-operatória para estes pacientes submetidos à CEC (4 vezes menos do que o grupo controle), com riscos de desenvolver SIRS. Este fato parece-nos ser relevante, sobretudo quando comparado ao Grupo Controle (A), que era a história natural da doença, contudo novos trabalhos são necessários a fim de consolidar esta nova metodologia.

Dor mamilar durante a amamentação: Ação analgésica do laser de baixa intensidade

27 de Novembro de 2007

Sonia Angelica Gonçalves¹; Maria Belen Salazar Posso²

¹ Universidade do vale do Paraíba, São José dos Campos, sonia-marcos@uol.com.br

² Universidade do vale do Paraíba, São José dos Campos, mbelen@yahoo.com.br

Resumo

O processo de amamentação pode envolver algumas intercorrências, como a dor mamilar, causada por traumas mamilares como fissuras e escoriações, ou mesmo, sem qualquer lesão aparente. A ação terapêutica do laser de baixa intensidade (LBI), sobre os diferentes tecidos biológicos, principalmente, na reparação tecidual e controle da dor, vem sendo utilizada com muito sucesso. O objetivo desta pesquisa foi verificar a ação analgésica do LBI em mulheres portadoras de dor mamilar. O estudo foi realizado em 40 mulheres, sendo 20 do grupo controle e 20 do experimental, no puerpério imediato. O laser utilizado foi o Fosfeto de Índio-gálio-alumínio (InGaAlP), no comprimento de onda de 685nm, potência útil de 100 mW e fluência de 4 J/cm². A técnica de aplicação utilizada foi a trigger- point com mensuração da dor antes e após aplicação pela EVA (Escala Visual Analógica) para mensuração da dor. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente pelos testes de Shapiro-Wilk, t-Student , ANOVA, Van der Waedern e Pearson, considerando-se α = 5% ou p<0,05 e , para verificar se havia melhora da dor imediatamente no 1º e 10º minutos após a aplicação do laser. Concluiu-se que houve diminuição estatisticamente significante da intensidade da dor, pela diferença entre as médias da dor antes e depois, onde p<0,001, podendo-se concluir a efetividade do LBI sobre o alívio da dor mamilar.

Palavras -Chave: 1. Dor; 2. Amamentação; 3. Laser de Baixa Intensidade

MetodologiaO presente estudo, do tipo experimental e de campo com abordagem quantitativa, sendo o campo de pesquisa, uma Instituição pública de grande porte na região do ABC. A coleta de dados deu-se no 2º semestre de 2005. A amostra foi composta por 40 mulheres no puerpério imediato, divididas em 2 grupos – aleatoriamente, 20 das pacientes no grupo experimental - recebendo a aplicação do laser , e as demais 20 - grupo controle - seguiram a rotina da IS - hidratação mamilar com leite materno e simulação da aplicação do laser ( aparelho desativado), que após devidamente orientadas, consentiram em participar da pesquisa, garantindo-lhes o anonimato.

A coleta de dados foi realizada mediante um formulário especialmente construído para tal fim e a dor mensurada pela Escala Visual Analógica aplicada ás puérperas antes e após a aplicação da terapia proposta, em momentos diferentes, no 1º e 10º minuto após a aplicação do laser. A terapia foi aplicada pela pesquisadora, no entanto, a aplicação da EVA para avaliação do nível de dor foi realizada por um enfermeiro, o qual não sabia a que grupo a paciente pertencia, evitando-se, assim, a indução da resposta.

DiscussãoOs resultados apresentados mostraram a eficácia da LTBI em relação ao alívio da dor mamilar provocada, muitas vezes por fissuras, escoriações levando até ao desmame precoce, o que não é recomendável para a saúde do recém-nascido. Cabendo ressaltar que não era objetivo deste estudo avaliar as alterações celulares, bem como exatamente quais foram os mecanismos envolvidos nesta redução dos índices de dor traduzidos pela EVA.

Dada a complexidade do assunto abordado neste estudo, acredita-se que o uso de tão sofisticada técnica exige capacitação, conhecimento teórico e científico dos mecanismos de ação dos diversos aparelhos de laseres, favorecendo ao enfermeiro ter à sua disposição, mais um instrumento terapêutico, para promover dignidade e conforto ao seu cliente, sempre visando uma melhor qualidade de vida e evitando o sofrimento desnecessário, tendo o cliente o direito de não sentir dor.

Conclusão

A radiação do LBI InGaAlP, nos parâmetros utilizados nesta pesquisa, possui ação analgésica capaz de aliviar a dor mamilar no 1º e 10º minuto após sua aplicação, em nutrizes no puerpério imediato, que apresentaram dor durante o período de amamentação o que na grande maioria das vezes têm favorecido a elevação dos índices de desmame precoce.