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O Laser de Baixa Potência, pode prevenir a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SRIS), pós Circulação Extra Corpórea (CEC), em pacientes submetidos à Cirurgia Cardíaca?

6 de Fevereiro de 2008

 

 

 

*Baptista I.M.C.; *Rigau J.; **Chavantes M.C.; ** Stolf N. A.G.; **Dallan L.A.O.; **Oliveira A.S.; *IP&D-Univap; **Central Medica de Laser Incor daDivisão Cirúrgica do Instituto do Coração -HC/FMUSP - BRASIL.

 

 

FIGURA 1

Introdução: Complicações pós-operatórias têm prevalência em indivíduos que possuem fatores de risco intrínsecos como, Diabetes, Hipertensão Arterial Sistêmica, Tabagismo, Obesidade, Dislipidemia. Estes fatores dificultam o processo de cicatrização, que aliado a fatores de risco cirúrgicos, como por exemplo, a circulação extra-corpórea (CEC), podem aumentar este risco devido a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS). A literatura sinaliza que os pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, com uso de CEC, podem desenvolver a SRIS de graus variáveis, produzindo lesões orgânicas, que elevam a morbidade pós-operatória e interfere diretamente na reparação tecidual.
Objetivo:
Nosso interesse neste estudo foi avaliar se o Laser de Baixa Potência (LBP) poderia prevenir complicações pós-operatórias em decorrência da SRIS em pacientes submetidos à CEC.
Metodologia:
Foram analisados 28 pacientes pós cirurgias cardíacas, submetidos à CEC e portadores de fatores de risco intrínsecos, divididos em dois grupos: Grupo Controle (A) - submetido à conduta terapêutica convencional pós-cirurgia (PO) e Grupo Laser (B) – além de mantido a conduta terapêutica usual do PO foram submetidos à irradiação com laser de baixa potência. O laser empregado foi um Diodo - CW, semicondutor, comprimento de onda, 655nm, com uma fluência de 8J/cm², aplicado ao redor da incisão cirúrgica, a partir das 1ªs 12hs de pós-operatório (PO), 3º PO e 6º PO. Na amostra estudada os Grupos eram semelhantes e estatisticamente homogêneos, não tiveram significância estatística para as variáveis; tempo de CEC e tempo de cirurgia.
Resultados: Pudemos constatar que, 4 pacientes (28,0%), do Grupo A evoluíram com deiscência incisional e infecção profunda (inclusive, estes desenvolveram mediastinite e osteomielite), e apenas 1 paciente (7%), do Grupo B evoluiu com infecção superficial.
Conclusão: O uso da laserterapia (LBP) mostrou ser um tratamento eficaz na prevenção de complicações pós-operatória para estes pacientes submetidos à CEC (4 vezes menos do que o grupo controle), com riscos de desenvolver SIRS. Este fato parece-nos ser relevante, sobretudo quando comparado ao Grupo Controle (A), que era a história natural da doença, contudo novos trabalhos são necessários a fim de consolidar esta nova metodologia.

Dor mamilar durante a amamentação: Ação analgésica do laser de baixa intensidade

27 de Novembro de 2007

Sonia Angelica Gonçalves¹; Maria Belen Salazar Posso²

¹ Universidade do vale do Paraíba, São José dos Campos, sonia-marcos@uol.com.br

² Universidade do vale do Paraíba, São José dos Campos, mbelen@yahoo.com.br

Resumo

O processo de amamentação pode envolver algumas intercorrências, como a dor mamilar, causada por traumas mamilares como fissuras e escoriações, ou mesmo, sem qualquer lesão aparente. A ação terapêutica do laser de baixa intensidade (LBI), sobre os diferentes tecidos biológicos, principalmente, na reparação tecidual e controle da dor, vem sendo utilizada com muito sucesso. O objetivo desta pesquisa foi verificar a ação analgésica do LBI em mulheres portadoras de dor mamilar. O estudo foi realizado em 40 mulheres, sendo 20 do grupo controle e 20 do experimental, no puerpério imediato. O laser utilizado foi o Fosfeto de Índio-gálio-alumínio (InGaAlP), no comprimento de onda de 685nm, potência útil de 100 mW e fluência de 4 J/cm². A técnica de aplicação utilizada foi a trigger- point com mensuração da dor antes e após aplicação pela EVA (Escala Visual Analógica) para mensuração da dor. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente pelos testes de Shapiro-Wilk, t-Student , ANOVA, Van der Waedern e Pearson, considerando-se α = 5% ou p<0,05 e , para verificar se havia melhora da dor imediatamente no 1º e 10º minutos após a aplicação do laser. Concluiu-se que houve diminuição estatisticamente significante da intensidade da dor, pela diferença entre as médias da dor antes e depois, onde p<0,001, podendo-se concluir a efetividade do LBI sobre o alívio da dor mamilar.

Palavras -Chave: 1. Dor; 2. Amamentação; 3. Laser de Baixa Intensidade

MetodologiaO presente estudo, do tipo experimental e de campo com abordagem quantitativa, sendo o campo de pesquisa, uma Instituição pública de grande porte na região do ABC. A coleta de dados deu-se no 2º semestre de 2005. A amostra foi composta por 40 mulheres no puerpério imediato, divididas em 2 grupos – aleatoriamente, 20 das pacientes no grupo experimental - recebendo a aplicação do laser , e as demais 20 - grupo controle - seguiram a rotina da IS - hidratação mamilar com leite materno e simulação da aplicação do laser ( aparelho desativado), que após devidamente orientadas, consentiram em participar da pesquisa, garantindo-lhes o anonimato.

A coleta de dados foi realizada mediante um formulário especialmente construído para tal fim e a dor mensurada pela Escala Visual Analógica aplicada ás puérperas antes e após a aplicação da terapia proposta, em momentos diferentes, no 1º e 10º minuto após a aplicação do laser. A terapia foi aplicada pela pesquisadora, no entanto, a aplicação da EVA para avaliação do nível de dor foi realizada por um enfermeiro, o qual não sabia a que grupo a paciente pertencia, evitando-se, assim, a indução da resposta.

DiscussãoOs resultados apresentados mostraram a eficácia da LTBI em relação ao alívio da dor mamilar provocada, muitas vezes por fissuras, escoriações levando até ao desmame precoce, o que não é recomendável para a saúde do recém-nascido. Cabendo ressaltar que não era objetivo deste estudo avaliar as alterações celulares, bem como exatamente quais foram os mecanismos envolvidos nesta redução dos índices de dor traduzidos pela EVA.

Dada a complexidade do assunto abordado neste estudo, acredita-se que o uso de tão sofisticada técnica exige capacitação, conhecimento teórico e científico dos mecanismos de ação dos diversos aparelhos de laseres, favorecendo ao enfermeiro ter à sua disposição, mais um instrumento terapêutico, para promover dignidade e conforto ao seu cliente, sempre visando uma melhor qualidade de vida e evitando o sofrimento desnecessário, tendo o cliente o direito de não sentir dor.

Conclusão

A radiação do LBI InGaAlP, nos parâmetros utilizados nesta pesquisa, possui ação analgésica capaz de aliviar a dor mamilar no 1º e 10º minuto após sua aplicação, em nutrizes no puerpério imediato, que apresentaram dor durante o período de amamentação o que na grande maioria das vezes têm favorecido a elevação dos índices de desmame precoce.