*Baptista I.M.C.; *Rigau J.; **Chavantes M.C.; ** Stolf N. A.G.; **Dallan L.A.O.; **Oliveira A.S.; *IP&D-Univap; **Central Medica de Laser Incor daDivisão Cirúrgica do Instituto do Coração -HC/FMUSP - BRASIL.

Introdução: Complicações pós-operatórias têm prevalência em indivíduos que possuem fatores de risco intrínsecos como, Diabetes, Hipertensão Arterial Sistêmica, Tabagismo, Obesidade, Dislipidemia. Estes fatores dificultam o processo de cicatrização, que aliado a fatores de risco cirúrgicos, como por exemplo, a circulação extra-corpórea (CEC), podem aumentar este risco devido a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS). A literatura sinaliza que os pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, com uso de CEC, podem desenvolver a SRIS de graus variáveis, produzindo lesões orgânicas, que elevam a morbidade pós-operatória e interfere diretamente na reparação tecidual.
Objetivo: Nosso interesse neste estudo foi avaliar se o Laser de Baixa Potência (LBP) poderia prevenir complicações pós-operatórias em decorrência da SRIS em pacientes submetidos à CEC.
Metodologia: Foram analisados 28 pacientes pós cirurgias cardíacas, submetidos à CEC e portadores de fatores de risco intrínsecos, divididos em dois grupos: Grupo Controle (A) - submetido à conduta terapêutica convencional pós-cirurgia (PO) e Grupo Laser (B) – além de mantido a conduta terapêutica usual do PO foram submetidos à irradiação com laser de baixa potência. O laser empregado foi um Diodo - CW, semicondutor, comprimento de onda, 655nm, com uma fluência de 8J/cm², aplicado ao redor da incisão cirúrgica, a partir das 1ªs 12hs de pós-operatório (PO), 3º PO e 6º PO. Na amostra estudada os Grupos eram semelhantes e estatisticamente homogêneos, não tiveram significância estatística para as variáveis; tempo de CEC e tempo de cirurgia.
Resultados: Pudemos constatar que, 4 pacientes (28,0%), do Grupo A evoluíram com deiscência incisional e infecção profunda (inclusive, estes desenvolveram mediastinite e osteomielite), e apenas 1 paciente (7%), do Grupo B evoluiu com infecção superficial.
Conclusão: O uso da laserterapia (LBP) mostrou ser um tratamento eficaz na prevenção de complicações pós-operatória para estes pacientes submetidos à CEC (4 vezes menos do que o grupo controle), com riscos de desenvolver SIRS. Este fato parece-nos ser relevante, sobretudo quando comparado ao Grupo Controle (A), que era a história natural da doença, contudo novos trabalhos são necessários a fim de consolidar esta nova metodologia.



